Como Jornalista e integrante de uma redação comprometida com a notícia como a da Revista Evidência, não poderia deixar de comentar e repudiar a tentativa de aparecer – a qualquer preço – de pessoas que se julgam profissionais de programas ditos humorísticos que empurraram, nessa data (31/10), a colega repórter Monalisa Perrone, da Rede Globo, durante uma entrada ao vivo, no Jornal Hoje.
Pela breve e superficial pesquisa que fiz para apurar quem são os arruaceiros sem noção alguma de respeito ao trabalho alheio, pois não sabem o que isso realmente significa, percebi a preferência em atacar a Globo. Fazem mau uso do humor para disfarçar o mau gosto e a falta de conteúdo, achando que utilizar o tema como blindagem lhes dá álibi para agir dessa forma.
Não importa o motivo nem com qual emissora acontece e, sim, o tamanho do desrespeito, da invasão, do desaforo totalmente desnecessário, da violação de direitos, da desconsideração, do desplante descabido e do nível de atrevimento inútil, que não serve para nada.
A equipe de ignorantes da chamada Merd TV que opta por essas artimanhas não está atacando a emissora em questão – ou qualquer outra que também tenha sido alvo desse grupo que merece punição – e, sim, o direito de escolha do cidadão à informação. Impor, goela abaixo dos telespectadores de emissora A, B ou C, ideias insípidas sobre o que quer que seja, invalida qualquer intenção, qualquer objetivo.
Isso não é democracia. Exercer a democracia seria, caso usassem o seu próprio canal para disseminar suas ideias, justas ou não. Mas oferecendo ao cidadão, a opção de direcionar sua atenção para seus brados.
Ação infantil, inconseqüente, irresponsável, irracional, desoladora e lamentável.
As entidades de classe devem tomar providências imediatas, pois, do contrário, estaremos vivendo em um sistema vulnerável em que ninguém mais respeitará leis, regras de convívio social e todos entenderão que podem fazer o que bem entendem, custe o que custar, em qualquer hora e lugar, atingindo não importa a quem.
A evolução de um ato desses pode ter tragédias como consequências, uma vez que abre precedentes para qualquer tipo de loucura e agressão.
Confiram no link abaixo um texto com maiores explicações e com o vídeo do ocorrido durante e depois da ação irresponsável:
http://f5.folha.uol.com.br/televisao/999433-grupo-se-exibe-atrapalhando-links-ao-vivo-da-globo.shtml
domingo, 6 de novembro de 2011
domingo, 14 de agosto de 2011
Tão bom...Mãe
Hoje é Dia dos Pais... Não tenho mais o meu aqui do meu ladinho pra dar aquele abraço e aquele beijo que nem sempre ele gostava, pois não era muito afeito a carinhos... mas ele sabe, de onde está, que pensei nele o dia inteiro... o amor não acaba, fica no peito pro resto da vida...
Como ele não está aqui para ouvir, transferi o Dia dele todinho pra ela, que, na verdade, é minha "Pãe", pois herdou o posto do pai e, por isso, aqui vai um texto que fiz pra ela em uma ocasião que voltava do hospital...
"Sentir novamente a respiração, a pele, o calor de minha mãe...é dela minha vida...sem ela morro.
Tão bom vê-la de novo no mesmo sofá, dobrando os joelhos sobre as pernas como sempre fez...
Perceber que aquele olhar que lança para a TV é o mesmo de sempre...observa-la afagar o cachorro com o mesmo carinho, pedir guaraná no mesmo tom de voz, ralhar comigo por não sair do computador... tão bom tê-la de volta ao lar... porque sei o que é perder alguém... sei o que é sentir o cheiro que ficou nas roupas e saber que nunca mais o verá...sei o que é ver os chinelos no mesmo canto que ele deixou, intactos, à espera dos dedos longos...
Meu peito irradia felicidade em perceber que isso não se repetiu e ela está aqui, sã e salva, me amando..ouvindo bem ainda todos os “te amos” que eu tenho a oferecer..sentindo todos os meus toques em suas mãos quentes...eu a sinto..!!!!! Ela está aqui, convivendo com os mesmos erros e defeitos que cometo e possuo...Mas ela vive e essa linha é tão tênue, frágil, que temos que nos dar conta de que o segundo seguinte pode já ser tarde para dizer, para amar, para olhar e sorrir com o outro...
TE AMO, mãe!"
Como ele não está aqui para ouvir, transferi o Dia dele todinho pra ela, que, na verdade, é minha "Pãe", pois herdou o posto do pai e, por isso, aqui vai um texto que fiz pra ela em uma ocasião que voltava do hospital...
"Sentir novamente a respiração, a pele, o calor de minha mãe...é dela minha vida...sem ela morro.
Tão bom vê-la de novo no mesmo sofá, dobrando os joelhos sobre as pernas como sempre fez...
Perceber que aquele olhar que lança para a TV é o mesmo de sempre...observa-la afagar o cachorro com o mesmo carinho, pedir guaraná no mesmo tom de voz, ralhar comigo por não sair do computador... tão bom tê-la de volta ao lar... porque sei o que é perder alguém... sei o que é sentir o cheiro que ficou nas roupas e saber que nunca mais o verá...sei o que é ver os chinelos no mesmo canto que ele deixou, intactos, à espera dos dedos longos...
Meu peito irradia felicidade em perceber que isso não se repetiu e ela está aqui, sã e salva, me amando..ouvindo bem ainda todos os “te amos” que eu tenho a oferecer..sentindo todos os meus toques em suas mãos quentes...eu a sinto..!!!!! Ela está aqui, convivendo com os mesmos erros e defeitos que cometo e possuo...Mas ela vive e essa linha é tão tênue, frágil, que temos que nos dar conta de que o segundo seguinte pode já ser tarde para dizer, para amar, para olhar e sorrir com o outro...
TE AMO, mãe!"
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Adotando um bichinho
Faça sol ou faça chuva, não importa. Leia Machado e seus fiéis escudeiros da Associação de Proteção aos Animais Paz e Amor Bichos estão todos os sábados em frente à Prefeitura de Gravataí. É nesse ponto que organizam, das 9h às 17h, a Feira de Adoção de animais. Bichinhos de todos os tamanhos, idades e raças ficam, semanalmente ali, à espera de alguém que os levará para um lar novinho, no qual pretendem espalhar carinho e amor.
Em um desses sábados eu mesma, Renata Breier Porto - que sou repórter da Revista Evidência e tantas matérias já fiz sobre o tema - precisei dos serviços da feira, pois a convivência entre uma cadelinha filhote que eu tinha e minha mãe, que é idosa, não estava mais dando certo. Teca, o nome da serelepe linguiça, é muito agitada e de tanto querer brincar, se enroscava nas pernas de minha mãe, representando um risco, pois podia derrubá-la, uma vez que a senhora não tem mais agilidade nem reflexos apurados. Bem, pensava que Teca tinha que ir para um lar com crianças e, ao ligar para Leia para me informar sobre como proceder, soube que tinha que levar minha estimada cadelinha até a feira e lá aguardar com ela até que fosse adotada. Caso não fosse, levava de volta para casa e tentaria na semana seguinte.
Foi o que fiz e, ao passar o dia lá, mesmo abaixo de chuva, pude perceber o trabalho sério e importante que essa entidade faz. Quem adota gratuitamente, (é importante dizer isso), preenche uma ficha onde constam perguntas relevantes como onde o animal em questão vai ficar abrigado na casa ou apartamento, se todos da família estão de acordo com a adoção, endereço, telefones, entre outros dados. Isso é para ter-se certeza de que quem vai adotar deseja mesmo um bicho e que vai tratá-lo muito bem. A feira tem sido um sucesso de público e a média de adoção é de 20 animais por sábado.
Por isso, reforço aqui que quem não quer mais um cão ou um gato, pode doar, ao invés de largar na rua ou em quintais alheios. Tem muitas pessoas que desejam um bichinho para dar amor e cuidados. Faça da forma certa. E aqueles que gostam de animais também podem procurar a feira para adquirir o seu.
Leia mantém um perfil atualizado no Facebook com fotos dos bichos ao lado de seus novos donos e com fotos dos que ainda não foram escolhidos através da feira. Adicione-a aos seus amigos e contribua com essa bonita causa o perfil está em nome de: Leia Machado. A entidade está sempre precisando de ajuda voluntária. Qualquer dúvida, mande e-mail para: pazeamorbichos@hotmail.com
Sobre minha cadelinha, a Teca? Encontrou um novo lar, na casa da Tânia e de seu filho Rodolfo, que tenho certeza, vai brincar com ela como merece e dar-lhe muito amor. Ainda posso visitá-la quando quiser, pois quem doa pode manter o vínculo, já que o amor pelo bicho, esse nunca acaba.
- Esse texto está, também, no Blog da Revista Evidência, no www.revistaevidencia.com.br
Tânia e Rodolfo escolheram a Teca e saíram com ela nos braços, felizes.
Em um desses sábados eu mesma, Renata Breier Porto - que sou repórter da Revista Evidência e tantas matérias já fiz sobre o tema - precisei dos serviços da feira, pois a convivência entre uma cadelinha filhote que eu tinha e minha mãe, que é idosa, não estava mais dando certo. Teca, o nome da serelepe linguiça, é muito agitada e de tanto querer brincar, se enroscava nas pernas de minha mãe, representando um risco, pois podia derrubá-la, uma vez que a senhora não tem mais agilidade nem reflexos apurados. Bem, pensava que Teca tinha que ir para um lar com crianças e, ao ligar para Leia para me informar sobre como proceder, soube que tinha que levar minha estimada cadelinha até a feira e lá aguardar com ela até que fosse adotada. Caso não fosse, levava de volta para casa e tentaria na semana seguinte.
Foi o que fiz e, ao passar o dia lá, mesmo abaixo de chuva, pude perceber o trabalho sério e importante que essa entidade faz. Quem adota gratuitamente, (é importante dizer isso), preenche uma ficha onde constam perguntas relevantes como onde o animal em questão vai ficar abrigado na casa ou apartamento, se todos da família estão de acordo com a adoção, endereço, telefones, entre outros dados. Isso é para ter-se certeza de que quem vai adotar deseja mesmo um bicho e que vai tratá-lo muito bem. A feira tem sido um sucesso de público e a média de adoção é de 20 animais por sábado.
Por isso, reforço aqui que quem não quer mais um cão ou um gato, pode doar, ao invés de largar na rua ou em quintais alheios. Tem muitas pessoas que desejam um bichinho para dar amor e cuidados. Faça da forma certa. E aqueles que gostam de animais também podem procurar a feira para adquirir o seu.
Leia mantém um perfil atualizado no Facebook com fotos dos bichos ao lado de seus novos donos e com fotos dos que ainda não foram escolhidos através da feira. Adicione-a aos seus amigos e contribua com essa bonita causa o perfil está em nome de: Leia Machado. A entidade está sempre precisando de ajuda voluntária. Qualquer dúvida, mande e-mail para: pazeamorbichos@hotmail.com
Sobre minha cadelinha, a Teca? Encontrou um novo lar, na casa da Tânia e de seu filho Rodolfo, que tenho certeza, vai brincar com ela como merece e dar-lhe muito amor. Ainda posso visitá-la quando quiser, pois quem doa pode manter o vínculo, já que o amor pelo bicho, esse nunca acaba.
- Esse texto está, também, no Blog da Revista Evidência, no www.revistaevidencia.com.br
Tânia e Rodolfo escolheram a Teca e saíram com ela nos braços, felizes.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Os "40Tinha"
Já faz dois meses do meu aniversário, eu sei. Mas fiquei tão catatônica, na ocasião, que não consegui me manifestar por aqueles dias confusos. Agora, um pouco mais conformada, posso falar até pra mim mesma, sobre o assunto. Qual assunto? Bem, é que já consigo sentir os 40 dobrando a esquina da minha casa. E olha que meu cafofo é a segunda moradia da rua!!! Está muito perto, chego a pressentir a trepidação do asfalto, sua energia!!! Mas será que 40 ainda têm energia? Bom, logo, logo descobrirei. O que sei é que já disse aqui, há alguns textos atrás, (é só rolar as páginas anteriores), que os 38 já não me cabiam. Imagine, então, os quatro-ponto-zero que se avizinham (sim, pois estando com 39, sou vizinha geminada com ele!!).
A grande verdade, é que o aniversário de 39 foi uma preparação para o próximo, redondo, pois todos, ou a grande maioria que me abraçava, perguntava, mas em tom de afirmação: “40? Não parece!!” Essa expressão me acompanha desde que saí da maternidade de Brasília, nos braços da minha mãe. Bom, desde lá, de tão baixinha que sou, todo mundo me fez crer que sempre fui mais nova do que minha carteira de identidade teimava em assinalar. No entanto, agora parece que a idade cronológica está querendo se igualar à do espírito e penso que é isso que anda dando tilt na minha cabeça...
Não me sinto preparada para esperar os “40Tinha” me acordarem no próximo 7 de março que houver... percebem que já posso dizer que será o “próximo”??? Não sei se dou uma festa, se junto os amigos, se fujo ou se me escondo embaixo da cama e deixo a idade passar... Vou perguntar à Pita o que é melhor fazer... Sim, porque nos 41 já vou ter tido um ano inteiro pra me acostumar com o novo número e vai estar tudo bem.... tomara.. O que sei é que essa ruguinha no nariz vai continuar existindo, pois essa, garanto, ganhei de presente da alegria a qual pretendo sempre esbanjar. Que venham os dígitos que forem e as rugas também!!!
A grande verdade, é que o aniversário de 39 foi uma preparação para o próximo, redondo, pois todos, ou a grande maioria que me abraçava, perguntava, mas em tom de afirmação: “40? Não parece!!” Essa expressão me acompanha desde que saí da maternidade de Brasília, nos braços da minha mãe. Bom, desde lá, de tão baixinha que sou, todo mundo me fez crer que sempre fui mais nova do que minha carteira de identidade teimava em assinalar. No entanto, agora parece que a idade cronológica está querendo se igualar à do espírito e penso que é isso que anda dando tilt na minha cabeça...
Não me sinto preparada para esperar os “40Tinha” me acordarem no próximo 7 de março que houver... percebem que já posso dizer que será o “próximo”??? Não sei se dou uma festa, se junto os amigos, se fujo ou se me escondo embaixo da cama e deixo a idade passar... Vou perguntar à Pita o que é melhor fazer... Sim, porque nos 41 já vou ter tido um ano inteiro pra me acostumar com o novo número e vai estar tudo bem.... tomara.. O que sei é que essa ruguinha no nariz vai continuar existindo, pois essa, garanto, ganhei de presente da alegria a qual pretendo sempre esbanjar. Que venham os dígitos que forem e as rugas também!!!
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Momentos eternos ...
Xistian cantando pra mim My Love, no show do Paul...
Sim, ele está chorando, mas de pura felicidade... sim, homem chora. Ainda bem!!
Sim, ele está chorando, mas de pura felicidade... sim, homem chora. Ainda bem!!
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Diante de um Sir ...
Sim, é Ele!!
Nós curtimos cada nota, cada suspiro, cada palavra...
Nós curtimos cada nota, cada suspiro, cada palavra...
Nunca pensei que estaria, um dia, no mesmo enquadramento que o Cara lá de cima!!
A tela em branco do computador sempre é um desafio. Estou desacostumada a escrever em primeira pessoa, no entanto, recentemente, fiz a matéria sobre o show do Paul McCartney assim, em primeira voz. Não gostei tanto do resultado, pois aquilo acaba ficando meio piegas já que temos a limitação das linhas, da fonte, dos padrões editoriais da publicação, coisas que acabam comprometendo a real inspiração.
Por isso mesmo, ainda que tardiamente, venho aqui tentar dizer que aquele espetáculo (sim, foi literalmente, um espetáculo) não foi coisa desse mundo. Pessoas na mesma sinergia, cantando, chorando, gritando existem em todas as apresentações de bandas e afins. Mas aquilo era diferente.
Os profundos sentimentos que invadiram quem lá esteve tinham consciência do por que emergiam, assim, tão intensamente e de que aquilo que a retina de cada um registrava era quase um milagre acontecendo diante de si.
Tratava-se de um momento raro, imagine a proporção disso, um Beatle, praticamente, em nossa sala de estar. “Ele veio ao nosso reino e fez a nossa vontade, assim na terra como no céu”!!! Os sonhos de umas 60 mil pessoas foram satisfatoriamente realizados naquele inesquecível, histórico, clássico e desbundante instante que durou três infinitas horas de puro deleite e prazer.
Não adianta ficar aqui a tecer histórias de como conheci os Beatles, de quanto suas canções foram importantes e blá, blá, blá, pois a maioria teve começos parecidos e nada acrescenta no tamanho do amor por eles que veio depois. Tá bom, fui apresentada aos quatro Caras, ainda na adolescência, por um de meus melhores amigos que sabia o que é bom em matéria de música.
Hoje também sei escolher e o refinamento, adquiri ouvindo a discografia deles. Ainda é difícil crer que ele esteve dentro da minha casa e, sem avisar com a antecedência necessária para que me recompusesse do susto.
O intervalo de apenas um mês entre a divulgação do show, a louca compra de ingressos que rendeu uma noite na fila mais algumas boas novas parcerias, isso tudo junto à apresentação, serviu para que a adrenalina estivesse no nível máximo ao ver Sir. Paul, de camarote.
Sim, pois fui praticamente empurrada do meio para a primeira fila por uma senhora que se solidarizou com meu choro que tinha origem em ser baixinha, uma vez que quase nada enxergava. Só mesmo quando as cabeças e braços em minha frente deixavam escapar lacunas entre eles.
E o que falar de quando o vimos, a três passos, no hotel em que escutou pelo megafone que compramos - fruto da boa e velha vaquinha – nossos apelos para que aparecesse? Foi demais ver o aceno da janela e, depois, quando ia entrar no carro e subiu em sua lateral para que, por quatro segundos, cumprimentasse a todos nós, deixando um tsunami de alegria e pessoas devastadas de felicidade em um choro convulsivo, compreendido só por quem estava lá. Um sabia exatamente o que o desconhecido ao lado sentia. Eu estava lá, também vi. Vi um Beatle entre nós.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
O Fantástico faz bem?
Gente, como é possível a emoção germinar, de repente, durante um furtivo pensamento? Foi assim, domingo desses, assistindo a uma matéria no Fantástico que as lágrimas desceram sem avisar. Vi ali, naquele texto e na experiência de um menininho de oito anos - o Enzo, que fez uma cirurgia para voltar a andar -, minha vida passar em 3D. Obviamente, a matéria era carregada de emoção pelo contexto no qual estava enredada.
Mas minha frestas da memória e do coração foram se abrindo enquanto enxergava aquele garotinho passar por coisas parecidas com as quais tive que trilhar na mesma idade dele, inclusive. Meu sentimento nasceu não do sofrimento de ter experimentado cirurgias e pós-operatórios para corrigir problemas ortopédicos raros, mas sim, de tomar a mais pura consciência de que segurando minha mão, limpando minhas lágrimas, me levando de táxi ou de carona para cima e para baixo (pois nunca tivemos carro em Brasília) desde que nasci, estava sempre, sempre, minha mãe. Essa mulher hoje turrona, difícil, teimosa, que fala grosso quando quer, mas que sabe amar como ninguém foi e é a pessoa mais importante da minha vida. Enquanto me enrolava em pequenos ou maiores problemas de saúde, era ela quem me tirava de cada um, com o cuidado que só as mães conhecem.
Claro que sabemos dessa condição materna, mas, só aos 38 anos, vendo a revista virtual da Globo, tive o lampejo profundo de quão é verdadeiro esse sentimento que nos une. Mais do que depressa, me invadiu a alma uma onda de imensa gratidão e de felicidade desencadeando um choro compulsivo. Na mente, passavam as imagens de tudo o que ela fez por mim a vida inteira, me acarinhando tanto em momentos de fragilidade, quanto de alegria.
Lembrei de quando construiu, com suas mãos de professora de Artes Industriais, uma casinha de boneca, um dos muitos sonhos que acalentei e ela realizou. Para tudo fazia surpresa, guardava mistérios, tecia fantasias, estimulando minha imaginação e adorando assistir às minhas reações. Sua boca era um túmulo, nunca deixava escapar antecipadamente o segredo do presente, do passeio, da viagem, ou da visita de alguém querido. Foi bom, pois, quando chegava a hora, minha alegria ia ao extremo e os batimentos cardíacos retumbavam no peito como um bumbo descompassado. A Páscoa sempre tinha o coelho escondido em algum lugar da casa. Aguçava tanto minha mente, que até hoje, já adulta, juro ter visto um baita coelhão, de madrugada, escondido embaixo da minha cama, agarrado com a cesta de chocolates. (Há quem diga que já era o Xistian, ensaiando para no futuro me roubar as guloseimas pascoais. Hehehehe...) Ela me deu os melhores brinquedos, me presenteou com uma cabana de verdade, depois de me ver fazer tantas e tantas com cobertores e redes, presas por cabos de vassouras, nas poltronas da sala. Recordo-me de ser imperativa nos temas de casa e em insistir para que fosse boa aluna e, por ela, fui. (Pena o feito ter durado tão pouco...).
Quando estive no hospital, por vezes (algumas quase abandonando a vida), foi ela e só ela, que estava lá, lutando por mim. Lembro de entrar na sala de cirurgia e ter como a última imagem, o rosto dela. Depois, na recuperação, me dando força nas fisioterapias, bronqueando quando fazia tudo errado, o que contribuiu para que nunca, nunca mesmo, fosse mimada. Até de vara cheguei a apanhar (duas vezes), de tão peralta que era, mas agradeço cada palmada, chineladas “havaiânicas”, beliscões e puxões de cabelo os quais sei, foram dados por amor e nada mais. Assim como os incontáveis castigos dos quais fui refém na infância e na adolescência. De repente, me toquei que essa mulher guerreira, a qual tanto admiro, que fez muito por diversas pessoas também, infelizmente sem ser valorizada, é minha mãe e só minha. Fiquei tão agradecida por pertencer a ela, ter vindo “de suas entranhas”, como diz o Xistian sobre sua progenitora. Ao pensar sobre tudo isso, chorava e me sacudia, mas de pura felicidade por ainda tê-la, do meu ladinho. "És parte ainda do que me faz forte...", já dizia meu xará, o Russo.
Depois de ter que explicar ao preocupado namorado o surto repentino, corri ao telefone e agradeci a ela por tudo, disse que a amo muito e que sem ela nada seria. Ela é minha vida, meu tudo, quero cuidar dessa mulher todo dia e lhe dar carinho, afeto, beijinhos e abraços. Na outra ponta da linha, como resposta, emoção. Disse-me reciprocidades e fortalecemos os votos de mãe e filha. Ufa, como às vezes, faz bem assistir ao Fantástico.
Mas minha frestas da memória e do coração foram se abrindo enquanto enxergava aquele garotinho passar por coisas parecidas com as quais tive que trilhar na mesma idade dele, inclusive. Meu sentimento nasceu não do sofrimento de ter experimentado cirurgias e pós-operatórios para corrigir problemas ortopédicos raros, mas sim, de tomar a mais pura consciência de que segurando minha mão, limpando minhas lágrimas, me levando de táxi ou de carona para cima e para baixo (pois nunca tivemos carro em Brasília) desde que nasci, estava sempre, sempre, minha mãe. Essa mulher hoje turrona, difícil, teimosa, que fala grosso quando quer, mas que sabe amar como ninguém foi e é a pessoa mais importante da minha vida. Enquanto me enrolava em pequenos ou maiores problemas de saúde, era ela quem me tirava de cada um, com o cuidado que só as mães conhecem.
Claro que sabemos dessa condição materna, mas, só aos 38 anos, vendo a revista virtual da Globo, tive o lampejo profundo de quão é verdadeiro esse sentimento que nos une. Mais do que depressa, me invadiu a alma uma onda de imensa gratidão e de felicidade desencadeando um choro compulsivo. Na mente, passavam as imagens de tudo o que ela fez por mim a vida inteira, me acarinhando tanto em momentos de fragilidade, quanto de alegria.
Lembrei de quando construiu, com suas mãos de professora de Artes Industriais, uma casinha de boneca, um dos muitos sonhos que acalentei e ela realizou. Para tudo fazia surpresa, guardava mistérios, tecia fantasias, estimulando minha imaginação e adorando assistir às minhas reações. Sua boca era um túmulo, nunca deixava escapar antecipadamente o segredo do presente, do passeio, da viagem, ou da visita de alguém querido. Foi bom, pois, quando chegava a hora, minha alegria ia ao extremo e os batimentos cardíacos retumbavam no peito como um bumbo descompassado. A Páscoa sempre tinha o coelho escondido em algum lugar da casa. Aguçava tanto minha mente, que até hoje, já adulta, juro ter visto um baita coelhão, de madrugada, escondido embaixo da minha cama, agarrado com a cesta de chocolates. (Há quem diga que já era o Xistian, ensaiando para no futuro me roubar as guloseimas pascoais. Hehehehe...) Ela me deu os melhores brinquedos, me presenteou com uma cabana de verdade, depois de me ver fazer tantas e tantas com cobertores e redes, presas por cabos de vassouras, nas poltronas da sala. Recordo-me de ser imperativa nos temas de casa e em insistir para que fosse boa aluna e, por ela, fui. (Pena o feito ter durado tão pouco...).
Quando estive no hospital, por vezes (algumas quase abandonando a vida), foi ela e só ela, que estava lá, lutando por mim. Lembro de entrar na sala de cirurgia e ter como a última imagem, o rosto dela. Depois, na recuperação, me dando força nas fisioterapias, bronqueando quando fazia tudo errado, o que contribuiu para que nunca, nunca mesmo, fosse mimada. Até de vara cheguei a apanhar (duas vezes), de tão peralta que era, mas agradeço cada palmada, chineladas “havaiânicas”, beliscões e puxões de cabelo os quais sei, foram dados por amor e nada mais. Assim como os incontáveis castigos dos quais fui refém na infância e na adolescência. De repente, me toquei que essa mulher guerreira, a qual tanto admiro, que fez muito por diversas pessoas também, infelizmente sem ser valorizada, é minha mãe e só minha. Fiquei tão agradecida por pertencer a ela, ter vindo “de suas entranhas”, como diz o Xistian sobre sua progenitora. Ao pensar sobre tudo isso, chorava e me sacudia, mas de pura felicidade por ainda tê-la, do meu ladinho. "És parte ainda do que me faz forte...", já dizia meu xará, o Russo.
Depois de ter que explicar ao preocupado namorado o surto repentino, corri ao telefone e agradeci a ela por tudo, disse que a amo muito e que sem ela nada seria. Ela é minha vida, meu tudo, quero cuidar dessa mulher todo dia e lhe dar carinho, afeto, beijinhos e abraços. Na outra ponta da linha, como resposta, emoção. Disse-me reciprocidades e fortalecemos os votos de mãe e filha. Ufa, como às vezes, faz bem assistir ao Fantástico.
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